-Porque estamos fartos desta vida monótona. - respondeu a minha mãe.
-Eu adoro a minha vida, tal como é. - saí de casa um pouco tonta com as novidades da ultima hora.
Quando dei por mim estava a pensar que nos últimos tempos as coisas tinham sido difíceis. De repente algo me chamou a atenção parecia um corpo caído no chão, aproximei-me um pouco e olhei em meu redor, a praia estava deserta, sentia as conchas por baixo dos meus pés. Corri até junto do corpo. Estava a ficar assustada, quando percebi que aquele corpo inconsciente era Beatriz, mas o que é que ela estava ali a fazer? Baixei-me junto dela, tentei agarrá-la mas era pesada demais para mim.
Tinha de pedir ajuda a alguém, mas esquecera-me do telemóvel em casa. Fui a correr para casa do Miguel, que não ficava muito longe da praia. Toquei à campainha, e as minhas pernas doíam de tanto correr. O Miguel abriu a porta, agarrei o braço dele e puxei-o.
-O que é que estás a fazer? Para onde é que vamos? Porque é que estás a chorar? - questionou-me, mas eu não conseguia responder estava em pânico... Estaria a Beatriz morta, ou inconsciente ? Nem queria pensar, só precisava de correr, correr, correr, tinha de correr !
Apercebi-me que o Miguel já tinha visto o corpo pois começou a correr mais depressa. Quando chegamos perto do corpo, o Miguel tentou sentir a pulsação dela.
- Está inconsciente! - disse ele.
Ele agarrou nela ao colo e seguiu em direcção à estrada, eu fui atrás dele sem dizer nada. Vi-a na cara dele que ele estava com dificuldades em transportar aquele corpo inconsciente. Não podia fazer nada para o ajudar, portanto continuei a segui-lo.
Chegamos ao hospital, sustivemo-nos quando uma ambulância passou à nossa frente. Quando entrámos no edifício uma enfermeira veio ter connosco.
-O que se passa com a vossa amiga? -perguntou-nos, enquanto ajudava o Miguel a agarrar nela. Tomei a iniciativa de responder.
-Nós achamos que ela está inconsciente, mas não sabemos ao certo o que lhe aconteceu. Encontrámos-la desmaiada na praia.
A enfermeira não me perguntou mais nada, e ainda bem pois provavelmente não saberia responder. Outro enfermeiro ajudou o Miguel a pousara a Beatriz numa maca do hospital e levaram-na para um quarto.
Já não aguentava mais as dores nas pernas e tive de me sentar numa das cadeiras velhas que estavam encostadas ao fundo do corredor. O Miguel vinha na minha direcção com um copo de água na mão.
-Estás bem? - perguntou-me. Acenei debilmente que sim, mas na verdade estava muito assustada com tudo o que tinha acontecido e poderia vir a acontecer...
O telemóvel do Miguel tocou.
-Estou ?! - disse ele. Levantei-me de seguida e perguntei a uma enfermeira onde era a casa de banho.
-Ao fundo do corredor. - indicou-me.
Entrei na casa de banho e vi um relógio grande pendurado na parede, já era bastante tarde, os meus pais deviam de estar preocupados. Aproximei-me do lavatório e molhei a cara, olhei-me ao espelho, estava uma lástima. Meti o carapuço na cabeça para que não se notasse muito a desgraça em que estava o meu cabelo.
Sai da casa de banho e choquei com o carrinho de limpezas.
-Desculpe. - disse atrapalhada.
O senhor nem olhou para mim.
Continuei o meu caminho, o Miguel estava exactamente no mesmo sítio, voltei a sentar-me ao pé dele.
-Podes emprestar-me o teu telemóvel? Ainda não liguei aos meus pais...
-Claro.
-Obrigada. - agradeci.
Liguei à minha mãe, e contei o que se tinha sucedido. E eles estavam agora a caminho do hospital.
Uma enfermeira baixa, com cabelos pretos e lábios pintados de vermelho, que passara naquele corredor, olhou para nós por instantes.
- Os meninos não têm fome? - perguntou - venham comigo!
Seguimos a enfermeira até um refeitório pequeno, onde pairava o cheiro a café e a bolachas.
O refeitório estava vazio, à excepção de um médico de bata branca, que estava sentado numa mesa ao pé da janela. Levantou-se logo assim que entrámos e saiu.
A enfermeira ofereceu-nos bolachinhas e leite com café. No fim de comermos, voltámos novamente para a sala de espera. E, quando chegamos, os nossos pais já lá estavam. Perguntaram-nos como estávamos e se já tínhamos noticias da Beatriz ao que respondemos que não.
Pensámos em avisar os pais da Beatriz, mas os pais dela tinham ido num cruzeiro para o Haiti.
Passado algum tempo, sai um médico do quarto de Beatriz, tinha os cabelos grisalhos e um ar cansado.
- A vossa amiga apanhou uma overdose, limpámos-lhe o estômago e agora está apenas um pouco atordoada.
- Obrigado doutor - agradeceu a minha mãe.
- Ora essa, eu aconselhava que a Beatriz passa-se a noite no hospital, para a podermos vigiar.
- Posso ir vê-la? - pedi.
- Hoje não querida, amanhã. -respondeu-me.
Olhei para o médico e sai do hospital. Fui para o pé do carro à espera dos meus pais. A única coisa que me apetecia era chorar, mas não podia, não ali, onde os meus pais podiam chegar a qualquer momento.
O Miguel veio a correr ter comigo, e abraçou-me. Não consegui segurar mais as minhas lágrimas, e chorei abraçada a ele. Ele não dizia nada, apertava-me fortemente contra o seu peito. Estivemos assim durante algum tempo. Os meus pais já estavam ao pé do carro a falar com os pais do Miguel. Entrei para dentro do carro, e adormeci.
Acordei no dia seguinte na minha cama, a primeira coisa em que pensei foi : Beatriz. Liguei ao Miguel para ele se despachar e vir ter comigo, para irmos com os meus pais buscar a Beatriz.
Histórias da Rapariga
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Que Embrulhada *
- Como é que não te lembras de nada ?
-Não sei, não me lembro mesmo de nada! Tenho uma dor de cabeça...
- Como é possível? Se calhar foi por teres bebido demais.
-Eu até nem bebi muito... Oh, meu Deus como é que o vou enfrentar na escola?
-Não sei... Mas faças o que fizeres não o ignores, vê-se que ele gosta de ti!
-Oh, estou mesmo feita.
-Porquê? Não gostas dele?
-Não!
-Tenho de ir, adeus Joana.
-Adeus. - disse por fim.
Conseguia sentir a minha pulsação a palpitar nos meus ouvidos. Estava extremamente nervosa, não sabia como havia de reagir mas de uma coisa tinha a certeza: tinha de falar com ele. Só ainda não sabia como...
O dia passou muito rápido, não tive tempo de pensar no Miguel, tinha estado muito ocupada a fazer a lida da casa.
Quando me deitei para dormir, só conseguia pensar no que a Fátima tinha dito " vê-se que ele gosta de ti", por isso não consegui adormecer logo, só depois de muitas voltas na cama é que o sono chegou por fim, e aquele pensamento fugiu da minha cabeça para muito, muito longe.
No dia seguinte, fiquei confusa com a probabilidade daquilo tudo poder ter sido um sonho, mas mudei logo de ideias quando reparei que tinha uma mensagem do Miguel, que dizia " Gostei da noite de ontem. ", estremeci dos pés à cabeça, tinha de acabar com isto, mas tinha de o fazer sem o magoar, o que é mais complicado do que parece. É uma sensação horrível.
Fui para a escola a correr, sem tomar o pequeno-almoço. Queria esclarecer as coisas o mais depressa possível.
A primeira aula era de Português, o Miguel sentou-se ao pé de mim. Achei que não era o local ideal para falar com ele sobre o assunto, nem sabia como fazê-lo. Esperei até ao intervalo. Tocou para sair, sabia que não podia, nem queria adiar mais esta conversa.
- Olá, olha Miguel, temos de falar por causa do que aconteceu na tua festa de anos.
- Ah, sim? Que se passa? - disse ele com um sorriso tímido.
-Pois eu não... - murmurei por entre dentes - desculpa aquilo que aconteceu, eu não devia tê-lo feito, desculpa mas foi uma coisa do momento, não sinto nada... Desculpa dizer-te isto assim.
- Okay. - a cara dele tinha uma expressão de desilusão, queria abraçá-lo, mas achei por bem não o fazer.
Fui ter com as minhas amigas que estavam a jogar cartas contra uns rapazes.
-Então como correu a conversa? - perguntou a Tatiana.
- Correu bem, acho... Não queria magoá-lo mas ficou tudo esclarecido.
-Óptimo! - comentou a Fátima.
Jogámos às cartas durante o resto do intervalo, a Beatriz estava estranhamente calada, mas não dei grande importância ao facto.
Tocou para entrarmos, reparei que o Miguel estava triste.
No fim da aula fui à casa-de-banho e, sem querer ouvi uma conversa entre a Fátima e a Beatriz, " Mas tu tens de lhe dizer que gostas do Miguel" disse a Fátima, foi a única coisa que ouvi porque assim que sai da casa-de-banho elas calaram-se.
- Olá meninas! -disse - que estão a fazer?
- Nada, vamos comer, vens? -perguntou a Fátima.
- Claro. - e saímos dali, fingi não saber de nada, mas também não queria magoar mais a Beatriz. Tantos problemas só por causa do Miguel.
Quando estávamos a entrar para o refeitório, puxei a Beatriz.
- Beatriz, temos de falar- disse eu - já sei que gostas do Miguel - ela ia para falar mas não a deixei - não precisas de negar, eu ouvi...
- Sim, eu gosto do Miguel, mas não há nada que eu possa fazer... Ele gosta de ti, e toda a gente viu isso na festa de anos dele.
A cara dela ficou triste.
- Mas eu não gosto dele. Acredita, não há nada entre nós!
Ela deixou cair uma lágrima, e eu abracei-a.
No fim do almoço fomos sentar-nos nas mesas do bar. O Miguel sentou-se ao pé de mim, era estranho mas sentia-me desconfortável ao pé dele. Não queria falar com ele, mas também não o podia ignorar.
- Então está tudo bem? - perguntou-me.
- Sim e contigo ?
-Também.
Quando olho para o meu lado esquerdo, vejo o rapaz mais bonito da escola, era moreno e de olhos castanhos. Usava umas calças pretas e uma T-shirt branca. Todas as raparigas o achavam bonito. Sem querer deixei cair o sumo nos pés do Miguel. Fiquei muito atrapalhada, e limpei apressadamente as sapatilhas dele. O dia não me estava a correr bem, decididamente!
Estávamos a ir embora do bar, mas senti uma mão a puxar-me para trás. Era o Miguel.
- Espera. Quero fazer-te uma pergunta! - disse-me
- Sim?!
-O Salvador vai dar uma festa no sábado, queres vir comigo?
- Pois, bem, eu não posso ir. Mas ouvi dizer que a Beatriz está livre, e ela é muito bonita, vai falar com ela! - a minha boa acção do dia estava feita.
- Achas?
- Sim, claro.
Quando cheguei a casa os meus pais estavam sentados no sofá da sala, parecia que estavam à espera que eu chegasse.
- Oh, querida chegas-te. - disse a minha mãe.
-Sim, o que é que se passa?
-Temos uma notícia para te dar.
-Sim? -perguntei curiosa.
- Vamos mudar-nos para a capital...
O meu cérebro parou.
-O quê ? Não pode ser, não quero! Tenho aqui tudo, os meus amigos...a minha vida é aqui! Não quero mudar-me!
-Oh, querida, não vamos para muito longe, podes sempre vir visitá-los ...
- Mas porque é que se querem mudar novamente ?
-Não sei, não me lembro mesmo de nada! Tenho uma dor de cabeça...
- Como é possível? Se calhar foi por teres bebido demais.
-Eu até nem bebi muito... Oh, meu Deus como é que o vou enfrentar na escola?
-Não sei... Mas faças o que fizeres não o ignores, vê-se que ele gosta de ti!
-Oh, estou mesmo feita.
-Porquê? Não gostas dele?
-Não!
-Tenho de ir, adeus Joana.
-Adeus. - disse por fim.
Conseguia sentir a minha pulsação a palpitar nos meus ouvidos. Estava extremamente nervosa, não sabia como havia de reagir mas de uma coisa tinha a certeza: tinha de falar com ele. Só ainda não sabia como...
O dia passou muito rápido, não tive tempo de pensar no Miguel, tinha estado muito ocupada a fazer a lida da casa.
Quando me deitei para dormir, só conseguia pensar no que a Fátima tinha dito " vê-se que ele gosta de ti", por isso não consegui adormecer logo, só depois de muitas voltas na cama é que o sono chegou por fim, e aquele pensamento fugiu da minha cabeça para muito, muito longe.
No dia seguinte, fiquei confusa com a probabilidade daquilo tudo poder ter sido um sonho, mas mudei logo de ideias quando reparei que tinha uma mensagem do Miguel, que dizia " Gostei da noite de ontem. ", estremeci dos pés à cabeça, tinha de acabar com isto, mas tinha de o fazer sem o magoar, o que é mais complicado do que parece. É uma sensação horrível.
Fui para a escola a correr, sem tomar o pequeno-almoço. Queria esclarecer as coisas o mais depressa possível.
A primeira aula era de Português, o Miguel sentou-se ao pé de mim. Achei que não era o local ideal para falar com ele sobre o assunto, nem sabia como fazê-lo. Esperei até ao intervalo. Tocou para sair, sabia que não podia, nem queria adiar mais esta conversa.
- Olá, olha Miguel, temos de falar por causa do que aconteceu na tua festa de anos.
- Ah, sim? Que se passa? - disse ele com um sorriso tímido.
-Pois eu não... - murmurei por entre dentes - desculpa aquilo que aconteceu, eu não devia tê-lo feito, desculpa mas foi uma coisa do momento, não sinto nada... Desculpa dizer-te isto assim.
- Okay. - a cara dele tinha uma expressão de desilusão, queria abraçá-lo, mas achei por bem não o fazer.
Fui ter com as minhas amigas que estavam a jogar cartas contra uns rapazes.
-Então como correu a conversa? - perguntou a Tatiana.
- Correu bem, acho... Não queria magoá-lo mas ficou tudo esclarecido.
-Óptimo! - comentou a Fátima.
Jogámos às cartas durante o resto do intervalo, a Beatriz estava estranhamente calada, mas não dei grande importância ao facto.
Tocou para entrarmos, reparei que o Miguel estava triste.
No fim da aula fui à casa-de-banho e, sem querer ouvi uma conversa entre a Fátima e a Beatriz, " Mas tu tens de lhe dizer que gostas do Miguel" disse a Fátima, foi a única coisa que ouvi porque assim que sai da casa-de-banho elas calaram-se.
- Olá meninas! -disse - que estão a fazer?
- Nada, vamos comer, vens? -perguntou a Fátima.
- Claro. - e saímos dali, fingi não saber de nada, mas também não queria magoar mais a Beatriz. Tantos problemas só por causa do Miguel.
Quando estávamos a entrar para o refeitório, puxei a Beatriz.
- Beatriz, temos de falar- disse eu - já sei que gostas do Miguel - ela ia para falar mas não a deixei - não precisas de negar, eu ouvi...
- Sim, eu gosto do Miguel, mas não há nada que eu possa fazer... Ele gosta de ti, e toda a gente viu isso na festa de anos dele.
A cara dela ficou triste.
- Mas eu não gosto dele. Acredita, não há nada entre nós!
Ela deixou cair uma lágrima, e eu abracei-a.
No fim do almoço fomos sentar-nos nas mesas do bar. O Miguel sentou-se ao pé de mim, era estranho mas sentia-me desconfortável ao pé dele. Não queria falar com ele, mas também não o podia ignorar.
- Então está tudo bem? - perguntou-me.
- Sim e contigo ?
-Também.
Quando olho para o meu lado esquerdo, vejo o rapaz mais bonito da escola, era moreno e de olhos castanhos. Usava umas calças pretas e uma T-shirt branca. Todas as raparigas o achavam bonito. Sem querer deixei cair o sumo nos pés do Miguel. Fiquei muito atrapalhada, e limpei apressadamente as sapatilhas dele. O dia não me estava a correr bem, decididamente!
Estávamos a ir embora do bar, mas senti uma mão a puxar-me para trás. Era o Miguel.
- Espera. Quero fazer-te uma pergunta! - disse-me
- Sim?!
-O Salvador vai dar uma festa no sábado, queres vir comigo?
- Pois, bem, eu não posso ir. Mas ouvi dizer que a Beatriz está livre, e ela é muito bonita, vai falar com ela! - a minha boa acção do dia estava feita.
- Achas?
- Sim, claro.
Quando cheguei a casa os meus pais estavam sentados no sofá da sala, parecia que estavam à espera que eu chegasse.
- Oh, querida chegas-te. - disse a minha mãe.
-Sim, o que é que se passa?
-Temos uma notícia para te dar.
-Sim? -perguntei curiosa.
- Vamos mudar-nos para a capital...
O meu cérebro parou.
-O quê ? Não pode ser, não quero! Tenho aqui tudo, os meus amigos...a minha vida é aqui! Não quero mudar-me!
-Oh, querida, não vamos para muito longe, podes sempre vir visitá-los ...
- Mas porque é que se querem mudar novamente ?
sábado, 5 de novembro de 2011
Só para dar o gostinho ;b
Cheguei às aulas um pouco atrasada já estavam todos na sala de aula íamos ter aula de Inglês, sentei-me ao lado da minha melhor amiga Tatiana, fiquei logo a saber das novidades: havia um aluno novo na escola.
-Hum até é giro. - comentei.
-Mais ou menos, há mais giros... - disse a Tatiana, e começamos a rir.
O aluno novo tinha os cabelos escuros e um pouco ondulados, a pele era morena.
Vi-o sozinho no intervalo, e lembrei-me de quando cheguei aquela escola e não tinha amigos...
-Vens almoçar connosco? - perguntou-me a Tatiana.
-Hum, ahm ? Sim, pode ser.
-Onde é que vais ? Joana, estás a ouvir ??
Inconscientemente, dirigi-me para o cumprimentar.
-Olá, sou a Joana. (:
-Olá, sou o Miguel. - disse o rapaz novo.
-Estas são as minhas amigas, a Tatiana, a Fátima e a Beatriz. xD
-Olá. - disse ele.
-Queres vir almoçar connosco? - perguntei-lhe.
-Sim, está bem, pode ser.
Tocou e entrámos para a sala de aula. Tivemos aula de Português, e o Miguel sentou-se ao pé de mim. Na aula falámos muito. Fiquei a saber que tinha uma irmã mais nova chamada Catarina, que a mãe era uma escritora famosa e o pai tinha uma empresa de vestidos de noiva.
A aula acabou e como combinado fomos almoçar todos juntos a uma churrasqueira perto da escola.
* * *
A partir desse dia tornámos-nos amigos. Na sexta-feira estávamos a sair da aula de ciências e o Miguel convidou-me para a sua festa de anos.
-Hum... Está bem, vou tentar ir, não prometo nada, é um bocadinho em cima da hora...
-Sim, eu sei, e desculpa!
-Até logo, então ;)
-Então, adeus (;
Cheguei a casa, mandei a mochila para cima da cama, e fui à cozinha ver se me apetecia comer alguma coisa, agarrei num iogurte e fui para a sala, liguei a televisão, não estava a dar nada de jeito mas não me apeteceu sair dali e fiquei a ver televisão até a minha mãe e a minha irmã chegarem.
A minha mãe tinha comprado o jantar, pus a mesa e fomos comer.
Depois do jantar fui para o quarto ler, mas lembrei-me de que devia mandar uma mensagem ao Miguel a desejar-lhe os 'Parabéns'. Fiquei acordada até à meia-noite para lhe mandar a mensagem, e queria ficar acordada até que ele respondesse mas estava demasiado cansada e como tal, adormeci.
Acordei no dia seguinte muito cedo, porque eu e a Tatiana tínhamos combinado encontrar-mo-nos para irmos ás compras, aproveitei e comprei a prenda do Miguel.
Quando cheguei a casa, no fim da longa jornada de compras com a Tai, esperava que os meus pais estivessem em casa, mas tal não aconteceu e deixaram-me um bilhete em cima da mesa da cozinha, onde podia ler ''Querida Joana, fomos jantar fora e tratar de uns assuntos, chegamos tarde. Beijos, Mãe''.
Tomei banho e de seguida escovei os dentes, vesti umas calças pretas e uma camisola roxa. Sequei o cabelo e calcei umas sapatilhas, agarrei no telemóvel e nas chaves de casa e fui ter a casa do Miguel, que não era muito longe da minha.
Toquei à campainha e ele veio abrir a porta.
-Olá - disse ele. - entra!
-Parabéns. - sorri e abracei-o.
Ele sorriu, e quando entrei, deduzi que estavam todos à minha espera para começarem a comer.
*
Cheguei a casa muito tarde os meus pais já estavam a dormir.
Deitei-me na cama e tentei perceber os acontecimentos desta noite, mas estava tudo confuso e um nevoeiro imenso sobre a minha cabeça. Pouco depois adormeci.
Acordei no dia seguinte com o sol a bater-me na cara , não me lembrava de nada do que ocorrera na noite anterior.
Fui à cozinha preparar o meu pequeno-almoço.
O telefone tocou e atendi.
-Sim?!
-Olá, tudo bem? - perguntou a Fátima.
-Olá, sim e contigo?
-Também, dormis-te bem? - perguntou-me.
-Sim e tu ? - questionei num tom de gozo, pois aquela pergunta não era muito comum, e pensei que estivesse a gozar.
-Também, também. Então e o Miguel?
Agora é que não estava a perceber nada da conversa.
-Sei lá como é que está o Miguel...
-Vocês ontem à noite estavam muito cúmplices...
Pára tudo! O quê ??
-O quê? Como assim? - tentei recordar a noite de ontem, mas continuava o tal nevoeiro em cima da minha cabeça. O meu cérebro tinha parado.
-Pois é verdade, acho que até se beijaram...
-O quê? Como é possível? Não me lembro de nada. Pára de gozar, Fátima.
-Hum até é giro. - comentei.
-Mais ou menos, há mais giros... - disse a Tatiana, e começamos a rir.
O aluno novo tinha os cabelos escuros e um pouco ondulados, a pele era morena.
Vi-o sozinho no intervalo, e lembrei-me de quando cheguei aquela escola e não tinha amigos...
-Vens almoçar connosco? - perguntou-me a Tatiana.
-Hum, ahm ? Sim, pode ser.
-Onde é que vais ? Joana, estás a ouvir ??
Inconscientemente, dirigi-me para o cumprimentar.
-Olá, sou a Joana. (:
-Olá, sou o Miguel. - disse o rapaz novo.
-Estas são as minhas amigas, a Tatiana, a Fátima e a Beatriz. xD
-Olá. - disse ele.
-Queres vir almoçar connosco? - perguntei-lhe.
-Sim, está bem, pode ser.
Tocou e entrámos para a sala de aula. Tivemos aula de Português, e o Miguel sentou-se ao pé de mim. Na aula falámos muito. Fiquei a saber que tinha uma irmã mais nova chamada Catarina, que a mãe era uma escritora famosa e o pai tinha uma empresa de vestidos de noiva.
A aula acabou e como combinado fomos almoçar todos juntos a uma churrasqueira perto da escola.
* * *
A partir desse dia tornámos-nos amigos. Na sexta-feira estávamos a sair da aula de ciências e o Miguel convidou-me para a sua festa de anos.
-Hum... Está bem, vou tentar ir, não prometo nada, é um bocadinho em cima da hora...
-Sim, eu sei, e desculpa!
-Até logo, então ;)
-Então, adeus (;
Cheguei a casa, mandei a mochila para cima da cama, e fui à cozinha ver se me apetecia comer alguma coisa, agarrei num iogurte e fui para a sala, liguei a televisão, não estava a dar nada de jeito mas não me apeteceu sair dali e fiquei a ver televisão até a minha mãe e a minha irmã chegarem.
A minha mãe tinha comprado o jantar, pus a mesa e fomos comer.
Depois do jantar fui para o quarto ler, mas lembrei-me de que devia mandar uma mensagem ao Miguel a desejar-lhe os 'Parabéns'. Fiquei acordada até à meia-noite para lhe mandar a mensagem, e queria ficar acordada até que ele respondesse mas estava demasiado cansada e como tal, adormeci.
Acordei no dia seguinte muito cedo, porque eu e a Tatiana tínhamos combinado encontrar-mo-nos para irmos ás compras, aproveitei e comprei a prenda do Miguel.
Quando cheguei a casa, no fim da longa jornada de compras com a Tai, esperava que os meus pais estivessem em casa, mas tal não aconteceu e deixaram-me um bilhete em cima da mesa da cozinha, onde podia ler ''Querida Joana, fomos jantar fora e tratar de uns assuntos, chegamos tarde. Beijos, Mãe''.
Tomei banho e de seguida escovei os dentes, vesti umas calças pretas e uma camisola roxa. Sequei o cabelo e calcei umas sapatilhas, agarrei no telemóvel e nas chaves de casa e fui ter a casa do Miguel, que não era muito longe da minha.
Toquei à campainha e ele veio abrir a porta.
-Olá - disse ele. - entra!
-Parabéns. - sorri e abracei-o.
Ele sorriu, e quando entrei, deduzi que estavam todos à minha espera para começarem a comer.
*
Cheguei a casa muito tarde os meus pais já estavam a dormir.
Deitei-me na cama e tentei perceber os acontecimentos desta noite, mas estava tudo confuso e um nevoeiro imenso sobre a minha cabeça. Pouco depois adormeci.
Acordei no dia seguinte com o sol a bater-me na cara , não me lembrava de nada do que ocorrera na noite anterior.
Fui à cozinha preparar o meu pequeno-almoço.
O telefone tocou e atendi.
-Sim?!
-Olá, tudo bem? - perguntou a Fátima.
-Olá, sim e contigo?
-Também, dormis-te bem? - perguntou-me.
-Sim e tu ? - questionei num tom de gozo, pois aquela pergunta não era muito comum, e pensei que estivesse a gozar.
-Também, também. Então e o Miguel?
Agora é que não estava a perceber nada da conversa.
-Sei lá como é que está o Miguel...
-Vocês ontem à noite estavam muito cúmplices...
Pára tudo! O quê ??
-O quê? Como assim? - tentei recordar a noite de ontem, mas continuava o tal nevoeiro em cima da minha cabeça. O meu cérebro tinha parado.
-Pois é verdade, acho que até se beijaram...
-O quê? Como é possível? Não me lembro de nada. Pára de gozar, Fátima.
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